A Uva Gewürztraminer cativa o paladar dos amantes de vinho em todo o mundo. Originária da região italiana de Trentino-Alto Adige, e grappa feita com essa uva tem se destacado por sua rica complexidade de sabores e aroma floral distinto. Neste artigo, exploraremos todos os detalhes sobre a Grappa Gewürztraminer, desde sua produção até as melhores marcas disponíveis no mercado, seu preço médio e outras características que fazem dela uma escolha irresistível para os apreciadores de grappa.
O que é Grappa Gewürztraminer?
A Grappa Gewürztraminer é uma variedade especial de grappa, uma aguardente italiana feita a partir das uvas utilizadas na produção de vinho. O que a torna única é sua base de uvas Gewürztraminer, uma casta conhecida por seus aromas intensos e complexos, incluindo notas florais e de especiarias. Essas características únicas se transferem para a grappa, proporcionando uma experiência sensorial verdadeiramente única.
Como é produzida?
A produção da Grappa Gewürztraminer começa com a seleção cuidadosa das uvas Gewürztraminer maduras. Após a colheita, as uvas são prensadas e fermentadas para criar o vinho base. Em seguida, o vinho é destilado em alambiques de cobre para extrair os aromas e sabores característicos das uvas. O destilado resultante é envelhecido em barris de madeira para suavizar e aprimorar seu sabor.
Melhores Marcas de Grappa Gewürztraminer
Nonino: A Nonino é uma das marcas mais renomadas de grappa e oferece uma Grappa Gewürztraminer de alta qualidade, com notas florais e frutadas.
Giori: A Giori Distillati Trentini foi fundada por Ferruccio Giori em 1946, e produz grapas rigorosamente controladas e certificadas pelo Instituto de Proteção Trentino Grappa, que são o resultado da destilação em banho-maria em pequenas caldeiras de cobre pelo método descontínuo, portanto de qualidade superior.
Bepi Tosolini: Esta destilaria artesanal produz uma Grappa Gewürztraminer premium, conhecida por sua suavidade e complexidade.
Nardini: A Nardini é uma das mais antigas destilarias da Itália e oferece uma Grappa Gewürztraminer que combina tradição e inovação.
Grappa Gewürztraminer Preço Médio
O preço da Grappa Gewürztraminer pode variar significativamente, dependendo da marca e do envelhecimento. Lá fora, uma garrafa pode custar até $80 dólares, tornando-a uma opção acessível para aqueles que desejam desfrutar de uma bebida excepcional. Aqui no Brasil prepare-se para gastar muito, muito mais, se tiver sorte de encontrá-la.
Uma grappa especial
Além do seu sabor inconfundível, a Grappa Gewürztraminer é apreciada por sua versatilidade. Ela pode ser desfrutada pura, como um digestivo após uma refeição, ou utilizada como ingrediente em coquetéis sofisticados. Seu teor alcoólico, geralmente acima de 40%, garante uma experiência de degustação marcante.
A Grappa Gewürztraminer é uma verdadeira joia da destilação italiana, cativando os amantes de vinho com sua riqueza de sabores e aromas. Se você busca uma experiência única e memorável, esta é uma escolha excepcional. Não deixe de experimentar as melhores marcas e desfrutar dessa deliciosa aguardente que combina tradição e inovação em cada gota. Satisfaça seu paladar com a Grappa Gewürztraminer e descubra por si mesmo o que a torna tão especial.
A história do vinho é muito rica. Tornou-se a bebida mais celebrada e sobre a qual mais se escreve no mundo. Atualmente o vinho é fabricado em todo o mundo, mas só recentemente se tornou uma bebida para todos.
Como nenhuma outra bebida, o vinho define o status de quem o consome e sua imagem de elite é uma parte importante de sua história. Como o suco fermentado de uvas se tornou a mais reverenciada bebida do mundo? Acredita-se que o vinho tenha sido descoberto por acaso, há mais ou menos oito mil anos (foram descobertos jarros no Irã que tem marcas de vinho tinto datadas de 5.000 aC), com pessoas amassando uvas em algum lugar e depois de um tempo voltando, experimentando e gostando de seus efeitos. Depois dessa descoberta, a produção foi crescendo e, para o homem da antiguidade, ele passou a ter um significado espiritual. A ligação do vinho e as religiões é fato mais do que comprovado e devemos muito do seu desenvolvimento a essas pessoas.
Os egípcios e os gregos foram grandes fomentadores de sua produção, embora ele esteja apenas ligado a aristocracia e a nobreza. Uma bebida para reis, faraós e sacerdotes da alta casta. Desconfia-se que, devido aos métodos de filtragem, o vinho desta época era muito diferente do que conhecemos e estava mais para uma goma mais viscosa e não uma bebida. Porém, foram os romanos os grandes responsáveis por sua disseminação pelo mundo. Havia a necessidade de bebidas para agradar e saciar os soldados, além do que a água nesta época era uma coisa perigosa, geralmente contaminada (fato que se manteve até meados do século XIX).
Os franceses souberam aproveitar muito bem esse tipo de cultura e, desde o século XII, se especializaram em produzir castas de uvas que mais se adaptaram a fabricação da bebida. A primeira região, que soube aproveitar bem isso foi Bordeaux, devido a sua posição geográfica. Foram os franceses que, também, criaram a denominação dos vinhos conforme sua classe social. Era comum encontrar os vinhos destinados a um certo segmento social, por exemplo, um Cru-Artisian, que era um vinho feito aos trabalhadores manuais, ou seja, você é um artesão, você bebe esse vinho.
O rei dos vinhos, o Champagne, foi outra descoberta muito ligada a uma região e a uma religião, tendo seu expoente o famoso monge Don Perignon, que durante mais de 40 anos pesquisou, anotou e o desenvolveu.
A fermentação com a adição de açúcar é conhecida há tempos, inclusive existe um documento da Royal Society de Londres, datado de 1662 que descreve o método de produção, que tanto agrada os ingleses, muito antes do monge da abadia de Saint Hillaire ter nascido.
O desenvolvimento dos vinhos está ligado a muitos fatores, inclusive a fabricação das garrafas, fato que possibilitou os vinhos serem estocados e com isso alguns passaram a melhorar seu sabor e qualidade.
Em 1875, agricultores vitorianos trouxeram da América novas cepas e junto o maior terror dos produtores: a filoxera, um afídeo que ataca as raízes das vinhas. Foi um Deus nos acuda e poucos vinhedos sobreviveram a isso, o que hoje analisando acaba se transformando em algo salutar, pois através do método da enxertia, novas cepas foram produzidas e melhores vinhos surgiram. Hoje com a disseminação dos vinhos de modo mundial, temos vários novos expoentes surgindo e, hoje em dia, a Itália superou a França como maior produtor de vinhos.
A Espanha é outro país que se destaca, assim como os Estados Unidos, a Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Chile (maior produtor da América Latina), entre outros. Alguns países se especializam em varietais (tipo de uma uva) e fazem o possível para sempre estarem melhorando a qualidade dela.
O Brasil tem se destacado na produção de espumantes (uma variação do Champagne, pois essa designação é exclusiva da produção da região francesa), mas ainda está longe de produzir os melhores vinhos em comparação aos franceses, italianos, espanhóis e chilenos, entre alguns países de destaque, pois vinhos estão muito ligados ao que chamamos de “terroir”, ou seja o ambiente, unindo o solo, clima e métodos de plantio e colheita.
Claro que isso é apenas um pequeno apanhado básico da rica história do vinho, porém sabemos que ela está enraizada e faz parte do desenvolvimento da humanidade, mesmo que alguns discordem, ela acompanhou e guiou muitos dos descobrimentos e assentamentos pelo mundo.
Na gastronomia, a junção do vinho à comida vai além da do acompanhamento e faz parte da confecção de vários pratos, famosos e deliciosos, como o Boeuf Bourguignon. O deglassar, ou seja “raspar o fundinho da panela com auxílio de um líquido, é outra das coisas importantes em que o vinho se torna fundamental. E molhos, ricos em vinhos, contamos as centenas… Além do mais, nada como sentar com a pessoa amada, no aconchego de sua sala ou em um bom restaurante, abrir uma bela garrafa de vinho e trocar olhares comprometedores ao sabor e cheiro da bebida que é um presente dos deuses.
Não faz parte da história do vinho, mas fará parte da sua história pessoal, aquela que muitas vezes é muito mais importante do que saber que em 3500 aC., os faraós mandavam matar quem bebesse vinho, pois era algo que só ele, um deus, podia fazer.
A chamada harmonização, ou seja, a interação do vinho com a comida é outra parte importante e muito estudada da história do vinho. Os profissionais que acompanham muito de perto todo esse mundo são os chamados sommeliers, os encarregados de conhecer os vinhos e tudo que se relaciona a ele, inclusive entende de cerveja, água, destilados, chá, café e deve, também, ter uma noção de charutos, uma profissão e um hobby muito aclamado hoje em dia.
A seguir, um cronograma da história do vinho com fatos que marcaram-na. Esta parte a seguir foi retirada de uma publicação da Revista Adega, em 2016 e foi escrita por ARNALDO GRIZZO.
AS PRIMEIRAS VINHAS DO MUNDO – 7.000 a 5.000 A.C.
OS PRIMEIROS ESCRITOS SOBRE VINHO – 1.800 A.C.
AS PRIMEIRAS ÂNFORAS – 1.500 A.C.
A ODISSEIA DO VINHO – 750 A.C.
ESTREIA DAS BACANTES – 404 A.C.
JÚLIO CÉSAR E O NASCIMENTO DOS ROMANÉES – 60 A.C.
LÚCIO COLUMELLA E OS FUNDAMENTOS DA VITICULTURA – 65 D.C.
PLÍNIO, O VELHO – 77 D.C.
A PRIMEIRA COMPILAÇÃO DE VINHOS – 169 D.C.
INVENÇÃO DOS BARRIS – 200 D.C.
1048 – OMAR KHAYYAM E O RUBAIYAT
1112 – MONGES CISTERCIENSES
1154 – BORDEAUX PASSA PARA O DOMÍNIO INGLÊS
1220 – A BATALHA DOS VINHOS
1308 – A ORIGEM DE CHÂTEAUNEUF-DU-PAPE
1336 – OS PRIMEIROS CLOS
1487 – REGULAMENTADO O USO DO ENXOFRE
1550 – AS PRIMEIRAS VINHAS NO NOVO MUNDO
1552 – BRÁS CUBAS, O PRIMEIRO VITICULTOR DO BRASIL
1630 – A REVOLUÇÃO DAS GARRAFAS
1650 – NASCIMENTO DA CABERNET SAUVIGNON
1663 – A PRIMEIRA MENÇÃO A UM CHÂTEAU
1668 – DOM PÉRIGNON
1679 – VIN DE CONSTANTIA
1681 – PRIMEIRA MENÇÃO AO SACA-ROLHA
1697 – O PRÍNCIPE DAS VINHAS
1748 – REDESCOBERTA DE POMPEIA
1756 – MARQUÊS DE POMBAL E A PRIMEIRA REGIÃO DEMARCADA
1770 – RETOUR DES INDES
1775 – SPÄTLESE
1785 – PROIBIDA PRODUÇÃO DE VINHOS NO BRASIL
1789 – REVOLUÇÃO FRANCESA
1808 – FAMÍLIA REAL NO BRASIL
1801 – CHAPTALIZAÇÃO
1811 – SAFRA DO COMETA
1820 – VEUVE CLICQUOT E A REMUAGE
1816 – O PRIMEIRO GUIA DE VINHOS DO MUNDO
1844 – FERREIRINHA
1846 – PRIMEIRO CHAMPAGNE BRUT
1850 – BAROLO
1851 – OÍDIO
1855 – CLASSIFICAÇÃO DE BORDEAUX
1859 – PRIMEIRO LEILÃO DO HOSPICES DE BEAUNE
1861 – CLASSIFICAÇÃO DOS VINHEDOS DA BORGONHA
1862 – OS ÍCONES ESPANHÓIS
1862 – PASTEURIZAÇÃO
1863 – PHILOXERA
1865 – BRUNELLO DI MONTALCINO
1872 – BARÃO BETTINO RICASOLI E A RECEITA DO CHIANTI
1876 – A PRIMEIRA CUVÉE PRESTIGE
1880 – UC DAVIS
1907 – MÉTODO CHARMAT
1913 – O PRIMEIRO ESPUMANTE BRASILEIRO
1922 – DESCOBERTA DA TUMBA DE TUTANCÂMON
1924 – AGRICULTURA BIODINÂMICA
1924 – BARÃO PHILIPPE DE ROTHSCHILD E O MIS EN BOUTEILLE AU CHÂTEAU
1929 – AS COOPERATIVAS NO BRASIL
1940 – A ONDA VARIETAL
1945 – FIM DA II GUERRA MUNDIAL COM SAFRA HISTÓRICA
1946 – ÉMILE PEYNAUD
1951 – BEAUJOLAIS NOUVEAU
1951 – GRUPOS INTERNACIONAIS SE INSTALAM NO BRASIL
1956 – BAG-IN-BOX (VINHOS EM CAIXAS)
1960 – TANQUES DE INOX
1961 – A GARRAFA MAIS ANTIGA
1961 – ANGELO GAJA E O BARBARESCO
1966 – ROBERT MONDAVI
1970 – SUPERTOSCANOS
1972 – TAMPA DE ROSCA
1973 – MICHEL ROLLAND
1976 – JULGAMENTO DE PARIS
1978 – A PRIMEIRA WINE ADVOCATE
1979 – VIN DE GARAGE
1978 – SAUL GALVÃO
1979 – OPUS ONE, MIGUEL TORRES E ALMAVIVA
1980 – VINHOS FINOS NO NORDESTE DO BRASIL E NASCIMENTO DA SBAV E ABS
1982 – NICOLÁS CATENA ZAPATA
1982 – SAFRA HISTÓRICA EM BORDEAUX
1985 – A GARRAFA MAIS CARA DO MUNDO
1987 – O PRIMEIRO ENÓLOGO VOADOR
1993 – PRIMEIRA AVALIAÇÃO NACIONAL DE VINHOS
1994 – REDESCOBERTA DA CARMÉNÈRE NO CHILE
1995 – PENFOLDS GRANGE
1996 – Expovinis
1999 – A VITIVINICULTURA FINA NO BRASIL
1999 – LOTE 43
2002 – WINES OF BRASIL E AS EXPORTAÇÕES
2003 – DOURO BOYS
2004 – CATA DE BERLIM
2005 – SAFRAS HISTÓRICAS EM BORDEAUX E NO BRASIL – NASCIMENTO DA REVISTA ADEGA
2008 – PRIMEIRO WINE OF THE YEAR SUL-AMERICANO
2010 – CHILE NO TOP 10
2010 – ALMANAQUE DO VINHO
2011 – GUIA ADEGA VINHOS DO BRASIL
2011 – REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO DE SOMMELIER NO BRASIL
1 – molhos e cremes acompanhados de aperitivos
2 – aperitivos
3 – queijos suaves
4 – queijos fortes
5 – sanduíches
6 – comida asiática
7 – carnes e churrasco
8 – porco e vitela
9 – ovelha
10 – massas com molhos suaves
11 – massas com molhos encorpados
12 – aves
13 – salmão e atum
14 – frutos do mar
15 – mariscos
16 – frutas e sobremesas
Vinhos brancos
Pouilly Fumé 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 x
Chablis 1 2 3 4 x 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 x
Sauvignon Blanc 1 2 3 4 x 6 x 8 x 10 x 12 13 14 15 x
Riesling 1 2 3 4 5 6 7 8 x x x 12 13 14 15 x
Chenin Blanc 1 2 3 4 x 6 x 8 x 10 x 12 x 14 15 x
Gewürztraminer 1 2 3 4 x 6 7 8 x x x 12 13 14 x x
Pinos Gris/Grigio x x 3 4 x 6 x 8 x 10 x 12 x 14 x x
Pouilly-Fuissé x x 3 x x 6 x 8 x 10 x 12 13 14 15 x
Chadornnay x x 3 4 x x x 8 x x 11 12 13 14 15 16
Vinho Rosé
White Zinfandel 1 2 3 5 6 x 8 x 10 x 12 13 14 15 16
Vinhos Tintos
Beaujolais 1 2 3 5 6 7 8 x 10 x 12 13 14 x 16
Chianti 1 2 3 5 x 7 8 x 10 11 12 13 14 x x
Pinot Noir 1 3 5 x 7 8 9 x 11 12 13 14 x x x
Merlot 1 3 4 5 x 7 9 x 11 12 x x x x x
Zinfandel 1 4 5 6 7 8 9 x 11 12 x x x x x
Cabernet Sauvignon 1 4 5 x 7 8 9 x x x x x x x x
Espumantes
Blanc de Blancs 1 2 x x x 6 x x x 10 x x x 14 15 x
Extra Dry 1 2 3 x x 6 x 8 x 10 x x x 14 15 x
Brut 1 2 x x x 6 x 8 x 10 x x x 14 15 x
Rosé 1 2 3 x x x 7 8 x x 11 x x x 15 x
Sec x x x x x x x x x x x x x x x 16
Doux x x x x x x x x x x x x x x x 16